Renda Fixa

Saiba tudo sobre Certificado de Recebíveis Imobiliários

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Saulo Pereira

Saulo Pereira

Redator

O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) é uma modalidade de investimento em renda fixa que tem ganhado cada vez mais destaque no mercado financeiro.

Ele representa uma alternativa de investimento para quem busca diversificar a carteira, com baixo risco e rentabilidade interessante. Neste artigo, vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre o CRI.

  • O que é um certificado de recebíveis imobiliários?
  • Como funciona o CRI?
  • Qual é a diferença entre CRI e LCI?
  • Qual o prazo e liquidez do CRI?

O que é um certificado de recebíveis imobiliários?

O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) é um título de crédito de renda fixa lastreado em recebíveis imobiliários.

O CRI permite que empresas do mercado imobiliário possam captar recursos de investidores através da securitização de seus recebíveis, ou seja, transformar seus ativos financeiros em títulos negociáveis no mercado.

Assim, ele é um investimento de renda fixa que proporciona ao investidor a possibilidade de obter rentabilidade e diversificação da carteira de investimentos. Além disso, é um título de dívida que oferece ao investidor a possibilidade de investir em um setor econômico sólido e rentável, com lastro em ativos imobiliários.

O CRI é emitido por empresas securitizadoras, que são responsáveis por selecionar os recebíveis imobiliários que servirão de lastro para o título. A securitizadora é responsável por estruturar a operação de securitização, que consiste em transformar os recebíveis em títulos negociáveis no mercado financeiro.

Os CRIs são normalmente distribuídos no mercado financeiro através de ofertas públicas, que podem ser realizadas em um processo de distribuição simultânea ou em um processo de distribuição em série. No primeiro caso, a oferta é realizada de uma só vez e os títulos são distribuídos para os investidores de uma única vez.

No segundo caso, a oferta é realizada em várias etapas e os títulos são distribuídos para os investidores ao longo de um período determinado.

Uma das principais características do CRI é a sua rentabilidade, que pode ser maior do que a da renda fixa tradicional.. Outra vantagem é a sua isenção de Imposto de Renda.

Como funciona o CRI?

O processo de securitização pode ser resumido da seguinte forma: uma instituição financeira concede créditos imobiliários a clientes que compram um imóvel. Esses créditos são lastreados em uma garantia real, que pode ser o próprio imóvel ou uma outra garantia aceita pela instituição financeira.

A instituição financeira, então, vende esses créditos a uma securitizadora, que emite os CRIs lastreados nesses créditos. Assim, os investidores que compram os CRIs passam a ser os novos credores dos clientes da instituição financeira que tomaram os créditos imobiliários.

Os CRIs podem ser emitidos em diferentes séries, com diferentes prazos de vencimento e taxas de juros. É comum que eles sejam emitidos com prazos de vencimento entre 3 e 15 anos, e as taxas de juros costumam ser prefixadas ou pós-fixadas, indexadas ao CDI ou à inflação, por exemplo.

O valor mínimo para investir é determinado pela securitizadora, podendo variar de algumas centenas de reais até milhões de reais. Os CRIs são negociados em bolsas de valores, como a B3, ou no mercado de balcão.

Qual é a diferença entre CRI e LCI?

Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) são dois tipos de investimentos que têm sido cada vez mais populares no mercado financeiro brasileiro. Ambos são considerados investimentos de renda fixa, com garantias e vantagens específicas, mas existem algumas diferenças importantes entre eles.

A principal diferença entre o CRI e a LCI é o ativo que garante o investimento. No caso do CRI, o título é garantido por uma carteira de recebíveis imobiliários, ou seja, por créditos originados de empreendimentos imobiliários, como aluguéis ou vendas de imóveis.

Já no caso da LCI, o título é garantido por empréstimos tomados pelos bancos para financiar o setor imobiliário, como a compra de imóveis residenciais, comerciais ou industriais.

Outra diferença importante é o emissor do título. O CRI é emitido por securitizadoras, que são empresas especializadas em transformar recebíveis imobiliários em títulos negociáveis no mercado financeiro. Já a LCI é emitida por bancos, como forma de captar recursos para financiar o setor imobiliário.

No que diz respeito à liquidez, a LCI é considerada mais vantajosa do que o CRI. Isso porque a LCI geralmente tem prazo mínimo de resgate de 90 dias, enquanto o CRI pode ter prazos de resgate mais longos e não há garantia de que haverá demanda suficiente pelo título no mercado secundário.

Por fim, em relação à tributação, tanto o CRI quanto a LCI são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas.

Qual o prazo e liquidez do CRI?

O prazo e a liquidez são aspectos importantes a serem considerados por quem deseja investir em um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI). Esses fatores determinam a disponibilidade do recurso financeiro investido pelo investidor e podem impactar diretamente a rentabilidade do investimento.

Em relação ao prazo, é importante destacar que o CRI é um título de renda fixa que tem um prazo definido para o vencimento.

Esse prazo pode variar de acordo com a emissão do CRI, mas geralmente é de médio a longo prazo, podendo chegar a 15 anos. Isso significa que o investidor deve manter o título até o seu vencimento para obter a rentabilidade acordada no momento da compra.

No caso do CRI, a liquidez pode variar de acordo com a emissão do título. Algumas emissões são mais líquidas do que outras, o que significa que é mais fácil encontrar compradores dispostos a adquirir o título antes do seu vencimento.

Porém, é importante lembrar que a venda antecipada do CRI pode impactar negativamente a rentabilidade do investimento, uma vez que pode haver perda de valor no momento da venda.

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