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O nascimento das telecomunicações - Diário de Omaha 68

14min de leitura

Guilherme Cruz

Guilherme Cruz

Analista de Indústria

O nascimento das telecomunicações

Como surgiram Vivo, Tim e Oi?

Por Guilherme Cruz

Hoje a telecomunicação está facilmente presente nas mãos de quase todo mundo, disponível a qualquer momento. Ela se tornou um item essencial do nosso dia-a-dia, assim como a água e a energia.

Mas nem sempre foi assim.

Pra gente entender o funcionamento desse setor hoje, e o que ele pode se tornar no futuro, vamos voltar no tempo e ver como ele surgiu e se desenvolveu.

imagem de telefone

O prefixo "tele" — como diriam os professores tradicionais na introdução das suas matérias — vem do grego e significa distante ou longe. Assim, telecomunicação na sua essência é comunicação à distância.

Durante boa parte da história da humanidade, a transmissão de qualquer informação ficou limitada à comunicação oral. O que pôs fim a isso foi o surgimento da escrita, que marcou o término da Pré-História, algo que aconteceu entre os anos 4.000 e 3.500 a.C. A partir daí, as cartas escritas na Suméria, no Egito antigo, que atravessaram os séculos passando por Roma, Grécia, China e o resto do mundo, chegando até mesmo aos dias atuais, foram o principal meio de telecomunicação das antigas civilizações por muito tempo.

Porém, o nosso ponto de partida aqui vai ser o final do século XVIII, quando começaram a surgir os primeiros sistemas de comunicação baseados na eletricidade.

O primeiro aparelho de telecomunicação foi o telégrafo, criado em 1840 pelo norte-americano Samuel Morse. O equipamento transmitia informações através de um código binário composto por pontos e traços, correspondendo a sinais curtos e longos de forma alternada, que ficou conhecido como o famoso Código Morse.

imagem de um telegrafo

Baseado nisso, em 1876 o escocês Alexander Graham Bell e seu assistente Thomas Watson inventaram o telefone, que tinha o mesmo princípio do telégrafo, mas transmitia primeiro as ondas acústicas em oscilações elétricas, passando por um fio, para depois transformá-las em novas ondas sonoras, do outro lado da linha.

Bell entrou pra história como o inventor do telefone, apesar de haver uma controvérsia aí, pois alguns historiadores atribuem a invenção ao engenheiro elétrico norte-americano Elisha Grey, e outros ao inventor italiano Antonio Meucci.

O que importa é que dois anos depois, em 1878, nasceu a primeira rede pública comercial de telefonia em New Haven, nos Estados Unidos.

Em 1888, o alemão Heinrich Hertz demonstrou a existência das ondas eletromagnéticas. Em sua homenagem, a unidade de frequência no Sistema Internacional de Unidades é denominada hertz (abreviada como Hz).

A propriedade das ondas eletromagnéticas se propagarem naturalmente pelo espaço, ou seja, sem a necessidade de fios, foi o que possibilitou ao italiano Guglielmo Marconi desenvolver o rádio. Essa foi mais uma invenção disputada, dessa vez, com um brasileiro, o Padre Landell de Moura, que teria realizado testes bem sucedidos de transmissão de som e sinais telegráficos sem fio em 1894, 4 anos antes de Marconi.

Fato é que, com a melhoria da transmissão e reprodução do sinal, o rádio começou a se popularizar como meio de informação e de entretenimento. Terminada a Primeira Guerra Mundial, o rádio viveu a sua chamada Era de Ouro entre as décadas de 1920 e 1930, entrando em pleno funcionamento praticamente no mundo inteiro.

pessoa ouvindo radio em casa

Ele só perdeu sua hegemonia com a chegada da televisão. Apesar de terem existido protótipos e aparelhos rudimentares vendidos entre o final dos anos 20 e 30, com criações do norte-americano Philo Farnsworth, do russo Vladimir Zworykin e do japonês Kenjiro Takayanagi, a televisão apenas atingiu a adoção em massa com o fim da Segunda Guerra Mundial.

Pra você ter ideia, em 1946 apenas 0,5% das casas nos Estados Unidos tinham um aparelho de TV, em 1954 esse número subiu pra 55% e em 1962 pra 90%.

Foi por volta dessa mesma época que surgiu outra importante invenção no mundo das telecomunicações.

O primeiro satélite artificial da história foi o Sputnik, palavra em russo para "viajante". Ele foi lançado pela União Soviética em 1957 com o objetivo de estudar as camadas superiores da atmosfera e também as condições de lançamento de cargas no espaço.

Mas a ideia de usar satélites para transmitir sinais globais de comunicação havia sido proposta antes mesmo disso. Em 1945 o cientista britânico Arthur C. Clarke, que ficaria conhecido por seus livros de ficção científica, havia sugerido a utilização de uma rede de satélites capazes de cobrir todo o planeta com ondas de rádio.

Em 1954, o cientista americano John Pierce, dos Laboratórios Bell (do mesmo Bell da criação do telefone), começou a pesquisar como colocar em prática a teoria dos satélites de comunicação.

O primeiro satélite lançado para elevar a comunicação a um status global foi o Echo I. O projeto desenvolvido pela NASA em parceria com os Laboratórios Bell foi encabeçado justamente por John Pierce, que convenceu a NASA a transformar uma operação meramente de pesquisa em uma missão específica de comunicação, em 1960.

Em órbita, o Echo 1 foi responsável por retransmitir uma mensagem gravada do então presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower, a vários operadores de rádio do país.

Após essa fase experimental, a NASA e as empresas de telecomunicações passaram a usar os satélites de forma mais comercial. Em 1962 a equipe de John Pierce desenvolveu o Telstar I (imagem), que era um modelo mais moderno e foi o primeiro satélite a transmitir ao vivo imagens televisivas entre a Europa e a América do Norte.

imagem de um dos primeiros computadores

Nessa mesma época surgiu o que com certeza é considerada umas das maiores invenções da humanidade.

Nos anos 60 os Estados Unidos trabalharam num projeto militar para garantir a comunicação em caso de um ataque nuclear. O Departamento de Defesa havia criado uma rede chamada ARPANET, que conectava computadores em pontos estratégicos do país.

A ARPANET foi a primeira rede a usar o protocolo TCP/IP, que é a base da internet atual. Esse protocolo permite que os dados sejam divididos em pacotes e enviados por diferentes rotas até chegarem ao destino. Assim, se uma parte da rede fosse destruída, os pacotes poderiam seguir por outras vias e garantir a comunicação.

A partir dos anos 70 a ARPANET começou a se expandir e se conectar com outras redes acadêmicas e científicas pelo mundo. A internet passou então a ser usada por universidades, empresas e governos para fins de pesquisa, educação e negócios.

Nos anos 90 ela teve um grande salto com o surgimento da World Wide Web (a WWW), que é esse sistema interligado por hiperlinks e acessado por navegadores (os browsers) como o que você deve estar usando pra ler esse texto. A WWW foi criada pelo cientista britânico Tim Berners-Lee, que trabalhava no CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear). Ele desenvolveu a linguagem chamada HTML (Hypertext Markup Language), que permite criar e formatar mais facilmente as páginas na web.

um dos primeiros computadores

Com a WWW, a internet popularizou o acesso à informação e ao entretenimento. A partir do avanço das tecnologias digitais, a internet passou a oferecer novos serviços e os recursos que utilizamos hoje, como o e-mail, as redes sociais, os blogs, os vídeos online, as lojas virtuais e os jogos.

Mas pra isso tudo funcionar bem era preciso velocidade.

Paralelamente à evolução da Internet acontecia outro avanço importante: o desenvolvimento da fibra óptica. A fibra óptica é um minúsculo cabo de vidro ou de plástico finíssimo e ultratransparente, tão fino quanto um cabelo humano, envolto por uma capa de material reflexivo, que usa pulsos de luz para transmitir dados com alta velocidade e qualidade. A primeira rede telefônica com essa tecnologia foi inaugurada em 1973 nos EUA e desde então se disseminou pelo mundo.

A história da fibra óptica começou em 1870, quando o físico britânico John Tyndall, contrariando o senso comum de que a luz se propaga apenas em linha reta, demonstrou, por meio de um experimento simples, feito com o auxílio de uma lanterna e um balde furado com água, que a luz "escorria" junto com a água, como se ela tivesse sido curvada, ou seja, "guiada" pela água.

Essa descoberta abriu as portas para o desenvolvimento da fibra óptica, mas foram necessários muitos anos de pesquisa e experimentação para chegar ao produto que a gente conhece hoje.

Em 1956 o físico indiano Narinder Kapany foi considerado o inventor da fibra óptica moderna, ao criar um feixe de fibras de vidro capaz de conduzir imagens. Ele também cunhou o termo "fibra óptica" em 1960.

A partir daí, a fibra óptica passou por diversas melhorias e aplicações. Em 1970, os pesquisadores Robert Maurer, Donald Keck e Peter Schultz, trabalhando para a então Corning Glass Works, fabricante norte-americana de vidros, cerâmicas e materiais relacionados, principalmente para aplicações industriais e científicas, produziram a primeira fibra óptica com baixa perda de sinal, permitindo a transmissão de dados a longas distâncias.

Já no Brasil, a telecomunicação começou no final do século XIX, com a instalação da primeira linha telefônica na cidade do Rio de Janeiro. A novidade chegou aqui graças ao entusiasmo de Dom Pedro II. O primeiro aparelho instalado no Rio em 1877 foi um presente do seu próprio criador, Alexander Bell. A linha funcionava dentro do Palácio de São Cristóvão, hoje o Museu Nacional. Dom Pedro II ainda foi a primeira pessoa a comprar ações da empresa de Bell, a Bell Telephone Company.

foto dom pedro 2 e alexander bell

A telefonia foi se espalhando pelo país com concessões a vários estrangeiros e brasileiros pioneiros que partilhavam da empolgação do imperador. A primeira concessão para outros estados foi feita em 1882, para atender às cidades de São Paulo, Campinas, Florianópolis, Ouro Preto, Curitiba e Fortaleza.

Das diversas empresas que surgiram nesse período, o destaque fica com a Companhia Rede Telefônica Bragantina, que surgiu em 1896 em Bragança Paulista. Ela desempenhou papel fundamental na história da telefonia do país e talvez tenha sido a maior companhia a operar em território brasileiro naquela época, vindo a se tornar um império da telefonia em 15 anos, envolvendo 98 cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Mas o privilégio não era apenas de Minas, Rio e São Paulo. Na maioria das outras regiões do Brasil a telefonia foi implantada entre 1882 e 1891.

Até o final dos anos 30, o Brasil já tinha 300 mil usuários de telefone, atingindo 1 milhão no início dos anos 60.

Com a ditadura militar e seu foco nacional-desenvolvimentista, o governo pretendia aumentar esse número, assim foi criada a Embratel. Em 1972, o governo Médici criou a Telebrás, uma das 99 estatais que foram criadas durante o seu mandato. A criação da empresa buscava padronizar e modernizar as diversas concessionárias de serviços públicos que existiam no Brasil.

A estatal monopolizou o setor por quase 30 anos, entretanto seu propósito não foi cumprido, principalmente quanto à inovação, já que nas décadas de 80 e 90 o mundo via o surgimento do celular e da Internet.

Em 1998, época da sua privatização, o país tinha uma população de 171 milhões de habitantes. Entretanto, possuía apenas pouco mais de 17 milhões de linhas fixas, cujo preço médio era de mil reais (isso sem correções inflacionárias, era o valor nominal da época, quando o salário mínimo era de 150 reais e o dólar era fixado com paridade de 1 para 1). Os celulares eram meros 4,6 milhões de aparelhos.

A privatização da telecomunicação no Brasil, como não poderia deixar de ser, foi um dos maiores e mais polêmicos processos de venda de empresas estatais da história do país. Ela ocorreu durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 2002, como parte do Plano Nacional de Desestatização.

O principal alvo foi justamente a Telebrás. A empresa era formada por 27 subsidiárias regionais que prestavam serviços de telefonia fixa e móvel, telex, telegrafia e transmissão de dados.

Em 29 de julho de 1998, ela foi desmembrada em 12 empresas: quatro de telefonia fixa e oito de telefonia celular. A Telebras foi leiloada na então Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, por R$ 22 bilhões.

noticia sobre privatizacao da telebras

O objetivo da privatização era aumentar a concorrência, a qualidade e a universalização dos serviços de telecomunicações no Brasil. O governo passou a argumentar que o setor era deficitário e obsoleto sob o controle estatal e que precisava de investimentos para se modernizar.

Os críticos da privatização apontavam os riscos de perda da soberania nacional, a entrega do patrimônio público a grupos estrangeiros, a falta de transparência e fiscalização do processo, os prejuízos aos trabalhadores e os possíveis aumentos nas tarifas.

Após a privatização, o setor passou por uma série de mudanças regulatórias e tecnológicas que transformaram seu cenário no país. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi criada em 1997 para regular e fiscalizar o mercado. As empresas privadas investiram na expansão das redes fixas e móveis; na introdução das tecnologias digitais; na oferta de novos serviços como internet banda larga e TV por assinatura, por exemplo.

Foi justamente do processo de privatização que surgiram as principais operadoras de telecomunicações que temos hoje no país e que estão representadas na Bolsa. O grupo Telefônica, da Espanha, adquiriu a Telesp, de onde surgiu a Vivo (VIVT3). A Telecom Italia arrematou a Tele Celular Sul e a Tele Nordeste Celular, que viriam se tornar a Tim (TIMS3) e a Tele Norte Leste foi adquirida por um consórcio da Andrade Gutierrez Telecom, que depois renomearia a empresa para Telemar e por fim mudaria para Oi (OIBR3).

Se quiser saber mais sobre o setor de telecom fique ligado que em breve ele vai estrear no VBOX. E logo com a maior empresa do segmento! Pra não perder, garanta sua vaga tocando aqui.

imagem divulgacao vbox vivo

😎Fala Dudu!

Sua carta sátira semanal do gestor do primeiro hedge fund de Niterói

Por @dudufromniteroi

Fala comigo, bebês.

Titio Dudu de Niterói chegando mais uma semana para acalentar seus corações com comentários políticos precisos.

FOI MAL, TAVA DOIDÃO - Daqui a pouco, o TSE vai retomar o julgamento de uma ação que pode deixar o ex-presidente Bolsonaro inelegível por 8 anos.

O motivo é a reunião com vários embaixadores de outros países pra mostrar as supostas fraudes nas urnas eletrônicas, mas sem mostrar nenhuma prova. Ou seja, gratuitamente, ele dizia que as eleições não eram seguras e as urnas seriam fraudadas.

Hoje, em sua defesa, após atacar a democracia, ele disse que "não é justo dizer que ele atacou a democracia". Vamos aguardar os próximos episódios.

URUBU DO PIX - Por falar em Bolsonaro, o ex-presidente nos rendeu mais uma boa nesta última semana. Alguns aliados fortes, como o deputado mirim Nikolas Ferreira e a deputada armada Carla Zambelli, divulgaram o CPF de Bolsonaro em uma campanha de doação direta ao ex-presidente via Pix, para ajudar a custear os processos. Lembrando sempre que Bolsonaro recebe na casa dos R$ 80 mil mensais.

Acontece que aparentemente xingar jornalistas, não usar máscaras em público (indo contra a lei vigente) entre outras coisas, pode render diversas multas caso você perca os processos.

Entretanto, ao invés de juntar dinheiro ou tentar um investimento tradicionalmente brasileiro, como jogo do bicho, os aliados de Bolsonaro partiram para um investimento de mais risco que é o urubu do Pix. Aparentemente tem funcionado, pois o que não faltam são vídeos de bolsonaristas se vangloriando de terem dado dinheiro para político que recebe mais de 60 salários-mínimos.

Pra encerrar, o departamento de inteligência política da Nikiti Asset Management apurou que a primeira opção dos bolsonaristas para levantar dinheiro era apostar na Blaze. Porém, pessoas próximas ao presidente o cadastraram com o cupom do Felipe Neto. Como eles são inimigos, tiveram que partir para o Pix mesmo.

CRONOS - Na mitologia grega, os titãs eram os filhos de Urano (céu) e Gaia (terra). Dentre eles, o titã mais importante foi Cronos, o deus do tempo, que foi o responsável por separar fisicamente seus pais em uma metáfora tão leve quanto qualquer outra bíblica. Com toda essa importância, Cronos tornou-se o rei dos titãs e foi um tirano. Pra resumir a história, Zeus liderou uma rebelião que prendeu Cronos e os titãs no fundo do monte Tártaro.

Por que essa introdução? Bem, o assunto mais comentado do mundo na semana passada foi o caso do submarino dos bilionários. Aparentemente, uma empresa achou uma boa ideia montar um submarino com peças usadas de Play 2 para fazer expedições até o Titanic, que está a quase 5km de profundidade. Na semana passada, esse submarino fez sua última viagem, já que ele implodiu com todo mundo dentro.

Qual o nome do submarino? Titan. Qual é uma das teorias da causa da implosão? Ele pode ter ficado preso em algum lugar no fundo do mar e implodido com o fim do oxigênio.

Cada um dos tripulantes pagou US$250 mil para descer neste cano de PVC enorme e ver o Titanic por uma tela de 15 polegadas. Como o compliance me proibiu de fazer piadas, eu me limitei a contar a historinha da mitologia mesmo.

Moral da história: não recuse rolê, pois nunca se sabe qual será o último.

E foi isso, meus amores. Boa semana a todos com meu sobrinho RCN mantendo a Selic altíssima.

Beijos do tio Dudu de Niterói!

🎸 Off-topic

Nem só de mercado vivem os investidores.

Por Guilherme Cruz

O mês de junho tem sido agitado no mundo musical. Tão agitado, que nos fez até mesmo voltar com nossas recomendações musicais por aqui, depois de um longo hiato.

Tem um corno job pra fazer hoje? Então dê uma olhada nesse som pra te fazer companhia enquanto você faz seja lá o que precisa ser feito:

PetroDragonic Apocalypse - King Gizzard & The Lizard Wizard

imagem do album da banda

O King Gizzard & The Lizard Wizard é uma das poucas bandas de hoje com liberdade artística pra fazer simplesmente o que lhes dá na telha.

Não parece haver qualquer necessidade de prestação de contas pra gravadoras, para o formato comercial padrão das músicas atuais e nem mesmo para os fãs. Afinal, ninguém sabe o que esperar da sonoridade desses caras. Eles já exploraram gêneros dos mais variados possíveis, passando pelo jazz, folk e o eletrônico. Ainda assim, a banda tem uma cara própria, orbitando sempre em volta do rock psicodélico e do progressivo — num tom descontraído — pra não dizer intencionalmente tosco.

Mas não se engane, eles são músicos competentes. E bizarramente produtivos: desde 2012 já lançaram 24 álbuns. Só em 2022 foram 5 álbuns (repetindo o feito de 2017).

Em 2023 o primeiro lançamento deles foi justamente esse (tome fôlego antes pra ler esse título minimalista): PetroDragonic Apocalypse; or, Dawn of Eternal Night: An Annihilation of Planet Earth and the Beginning of Merciless Damnation.

A banda decidiu meter o pé no acelerador e explorar o heavy e o thrash metal, mas mantendo a tradição de fazer algo fora do padrão, e praticamente parodiando o gênero.

O forte da banda aqui acaba sendo o instrumental, então não espere grande coisa quanto às letras. (Apesar de que, dependendo de com quem você comparar, eles podem ser considerados gênios literários). Prova disso é que o conceito do álbum foi definido simplesmente desse jeito pelo vocalista: "[é] sobre a humanidade e sobre o planeta Terra, mas também sobre bruxas e dragões e m&rd@s assim".

Nota: 7,5/10. Recomendação: ouça depois do almoço para evitar o sono.

Toque aqui para ouvir.

⏳ Atemporalidades

Leia agora, leve pra vida.

O mito é que não existe tempo suficiente. Existe muito tempo. O que não existe é foco suficiente no tempo que você tem. Você ganha ao direcionar sua atenção para coisas melhores. — James Clear

Por hoje é só pessoal 🤙

Bebam café, se hidratem e confiram sempre os dados de quem vai receber seu Pix.

Boa semana e bons negócios!

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