Conceitos

Lock-up: O que é e como funciona esse acordo?

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Misael Guedes

Misael Guedes

Redação

O que é Lock-up?

Lock-up é um termo usado para descrever um acordo entre um investidor e uma empresa, onde o investidor se compromete a não vender suas ações por um determinado período de tempo.

Geralmente, isso é feito durante a oferta inicial de ações (IPO) de uma empresa para impedir que os preços das açõescaiam abruptamente.

Como um Lock-up funciona?

Os lock-ups normalmente são usados para estabilizar o preço das ações. Quando uma empresa está lançando seu IPO, ela espera que o preço das ações seja estável durante um certo período de tempo.

No entanto, se os investidores começarem a vender suas ações, o preço pode cair de forma significativa. Um lock-up impede que os investidores vendam suas ações por um período de tempo específico, mantendo assim os preços das ações estáveis.

Cláusula de Standstill Period

Uma cláusula de “standstill period'', conhecida em portugues como Período de Salvaguarda, é uma parte de um acordo de lock-up que proíbe que os donos e sócios vendam muitas ações por um período de tempo acordado, diminuindo muito sua participação no negócio.

Essa cláusula traz mais segurança aos investidores, observando que os donos do negócio estão engajados no sucesso de longo prazo.

Como o Lock-up afeta os investidores?

Embora o lock-up seja usado principalmente para proteger o preço das ações, também afeta os investidores.

Durante um lock-up, os investidores não podem vender suas ações, mesmo que desejem fazê-lo. Se o preço das ações cai durante o período de lock-up, os investidores não podem tirar proveito dessa queda. Além disso, os investidores também não podem usar as ações como garantia para obter empréstimos.

Lock-Up e IPO

Aqui no Brasil, o lock-up é obrigatório para todas as empresas que realizam o IPO, a B3 exige que os controladores da empresa assinem o documento visando que não sejam utilizadas informações privilegiadas garantindo aos mesmos, vantagens ilícitas sobre os minoritários que realizarão a compra no momento do IPO.

Um caso muito famoso aqui no nosso mercado é do IPO da Vivara. Em 2019 ao lançar seu prospecto de abertura de capital a empresa deixou os investidores interessados escolherem entre assumir o lock-up ou não.

Os que assumissem teriam prioridade na compra das ações. Os investidores que aceitaram a cláusula deveriam permanecer com as ações pelo período mínimo de 45 dias.

O que aconteceu foi que os investidores que aceitaram a cláusula conseguiram comprar 50% das ações que reservaram, já os que não aceitaram ficaram com apenas 3% das ações reservadas.

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