Energia

A privatização da Copel pode movimentar mais de R$ 5 bilhões

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Saulo Pereira

Saulo Pereira

Redator

Introdução

Se você tem acompanhado as notícias do mercado financeiro, deve ter ouvido falar sobre a privatização da Copel essa semana, uma das maiores companhias elétricas do Brasil.

A Copel, companhia elétrica paranaense, passou por um processo de privatização que pode movimentar nada menos que R$ 5,2 bilhões! Isso a coloca como uma das maiores vendas da B3 nos últimos anos.

Entendendo o processo

A operação foi precificada a R$ 8,25 por ação, o que representou um prêmio de 5% em relação ao preço de referência de R$ 7,85 definido pela Copel.

Quem Entrou na Dança?

A privatização chamou a atenção de muitos investidores. Além do grande interesse nacional, investidores estrangeiros também quiseram uma fatia desse bolo. Gestoras norte-americanas como Zimmer e GQG decidiram investir na Copel.

Com a privatização, muita coisa vai mudar na Copel. A participação do Estado do Paraná no capital da empresa caiu de 70% para menos de 50%. Isso significa que a Copel agora tem um capital mais diversificado na bolsa e não possui um controlador definido. O processo seguiu um modelo parecido com o da Eletrobras.

Até o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) decidiu entrar nesta brincadeira na noite que antecedeu a venda da estatal. Um dos conselheiros do tribunal suspendeu temporariamente o processo de desestatização alegando possíveis irregularidades na oferta pública de ações, mas na mesma noite o próprio Presidente do tribunal anulou a decisão que suspendia o processo.

Os impactos da operação

A privatização, que aconteceu na terça-feira (8 de agosto de 2023), resultou em uma movimentação de pelo menos R$ 4,53 bilhões na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Com a venda de um lote suplementar, esse valor pode chegar a R$ 5,2 bilhões. Você pode conferir o fato relevante na íntegra aqui.

A oferta foi coordenada por grandes nomes do mercado financeiro, como BTG Pactual, Itaú BBA, UBS BB, Bradesco BBI e Morgan Stanley.

A lei que autorizou a privatização da Copel foi aprovada em novembro de 2022 e definiu que nenhum acionista pode ter mais que 10% do capital votante. Além disso, foi criada uma "golden share" com poder de veto para o Estado do Paraná.

Um ponto crucial para a oferta foi a aprovação da renovação da concessão de três hidrelétricas da Copel pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Com essa renovação, a Copel pagará R$ 3,72 bilhões para renovar as concessões das usinas de Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias.

Essa renovação representa um compromisso de longo prazo com a geração de energia e garante a continuidade das operações dessas usinas.

Perspectivas Futuras

Com a privatização, a Copel entra em uma nova fase de sua história. A empresa terá desafios pela frente, como a adaptação à nova estrutura acionária e a gestão das hidrelétricas renovadas.

Seguiremos acompanhando o desenrolar desta história para te manter atualizado.

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